A Mostra Cinema Conquista não se limita à exibição de filmes. A programação do evento, totalmente gratuita, conta também com atividades complementares de formação: uma mesa temática, quatro conferências, debate (Papo de Cinema),  três lançamentos de livros, um curso e duas oficinas.

Nessa segunda, 05, foram iniciados o curso “Um índio imaginado?”, ministrado pelo  produtor e cineasta Mbya-Guarani, Alexandre Werá, o cineasta Fábio Costa Menezes, e o historiador, pesquisador e professor Adilson Mendes; e as oficinas “Formatação de produtos de animação para o público infanto-juvenil”, instruída pelo roteirista e cineasta, José Araripe Jr, e “A Montagem no Cinema – Aprender fazendo, fazer pensando”, com a montadora Cristina Amaral.

O coordenador das atividades acadêmicas da Mostra, Euclides Mendes, frisa o papel de formação do evento. “A Mostra é um espaço de formação de público. A Mostra nasce, inclusive, desse estímulo, que foi o impulso que criou o Janela Indiscreta Cine-Vídeo Uesb, criou o curso de Cinema e Audiovisual da Uesb”, lembrou Mendes. “A Mostra está nesse espírito de formar público. Por isso os debates, o Papo de Cinema, as conferências, as oficinas me parecem tão importantes quanto os filmes. Elas ajudam a compreender a própria dinâmica de estruturação das obras que estão sendo exibidas e debatidas aqui”, analisa o coordenador.

Para Victor Ferraz, participante da oficina “Formatação de produtos de animação para o público infanto-juvenil”, acompanhar as atividades complementares da Mostra significa a possibilidade de conhecer as teorias e as técnicas de produção cinematográfica. “Tem sido extremamente interessante, porque eu tenho conhecido a parte técnica e teórica, e a aplicabilidade prática disso”, disse ele.

O oficineiro José Araripe Jr, ressaltou a vocação de Conquista para o audiovisual. “É algo crescente, é patente. Tem a Universidade [Uesb], o Janela Indiscreta, tem a Mostra, tudo muito bem feito”, apontou . De acordo com Araripe, a Mostra se equilibra num tripé importante – formação, exibição e fomento à produção. “A formação faz esse tripé importante com a exibição e o fomento à produção, porque a Mostra acaba fomentando a produção. A minha oficina visa capacitar as pessoas interessadas pela criação de conteúdo infanto juvenil e estimular a conhecer um universo de possibilidades, as diversas mídias, canais e frentes de trabalho, para possibilitar que cada uma dessas pessoas desenvolva um personagem, uma história”, avaliou.

10 filmes em um dia – Ainda na segunda, ocorreram exibições de 10 filmes no Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, Praça CEUs J. Murilo, no Flamengo e na Escola Municipal Eurípedes Peri Rosa, no distrito de Bate Pé. Entre as obras cinematográficas projetadas durante as sessões estão os longas Quilombo Rio dos Macacos (BA, 2017), de Josias Pires; Ex-Pajé, de Luiz Bolognesi (SP, 2018); Arábia (RJ, 2017), de Affonso Uchôa e João Dumans; Boi Aruá (BA, 1984), de Chico Liberato; e Benzinho, de Gustavo Pizzi.

Confira a programação completa de filmes e atividades complementares no site: http://www.mostracinemaconquista.com.br/.

Mostra Cinema Conquista – Ano 13 tem o apoio cultural da TVE Bahia, TV Sudoeste, Educandário Padre Gilberto, Tia Sônia, Schin, Academia Conquistense de Letras, Casa da Cultura e Televoz – NET/Claro. Recebe o apoio institucional da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, através do Curso de Cinema e Audiovisual, Programa Janela Indiscreta e Sistema Uesb de Rádio e TV Educativas; do Instituto de Radiodifusão do Estado da Bahia (IRDEB); da Diretoria Audiovisual do Estado (DIMAS); e do Centro de Cultura Camillo Jesus. A Mostra Cinema Conquista é uma realização do Instituto Mandacaru de Inclusão Sociocultural. Tem o apoio financeiro da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista e Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.